Geração do milênio é a que mais busca ações sustentáveis

Os millenials, tamém chamados de geração Y, representa cerca de 30% da população mundial e é, sem dúvida, a mais preocupada com questões ambientais e sociais

Foto: Domtar

A geração composta por pessoas que nasceram entre 1981 e 2000 é a primeira a crescer em um mundo onde “as mudanças climáticas fazem parte do diálogo internacional diário”. Enquanto todas as outras, certamente, tiveram seus riscos e ameaças, os millennials são forçados a enfrentar a realidade de padrões climáticos extremos, os aumentos do níveis dos mares, o crescimento rápido da agricultura OGM, a extinção de espécies, entre outras.

Essa realidade criou uma geração de pessoas que desejam sustentabilidade na cultura convencional. Uma geração em que muitos sentem que não têm escolha a não ser se envolver ativamente para promover mudanças.

Um estudo de 2016 da Economist Intelligence Unit (EIU) mostrou que 87% dos millennials “acreditam que as empresas devem tratar de questões sociais e ambientais urgentes”. Sem medo de exigir o que querem, os millennials mais economicamente privilegiados costumam gastar mais para comprar produtos melhores ou menos prejudiciais e outros chegam a boicotar marcas ou dias consumistas como a Black Friday.

A maioria dos millennials gosta de se expressar nas mídias sociais e muitos usam essa ferramenta com a esperança de levar as marcas a tomar decisões mais transparentes, éticas e sustentáveis. E até certo ponto, está funcionando. Grandes empresas estão começando a satisfazer seus consumidores mais jovens por meio de ações mais ecológicas e “marketing verde”.

Está claro que a geração do milênio sente que tem mais em risco do que qualquer outra geração anterior quando se trata de questões de saúde e meio ambiente. Para muitos deles, isso significa fazer grandes mudanças no estilo de vida, seja para buscar mais propósitos nas carreiras escolhidas, para economizar mais recursos ou para ser mais gentil com seus próprios corpos e com o planeta.

Alguns millennials estão tão preocupados com o futuro que consideram não ter filhos. Considerando que os seres humanos estão conectados para procriar, isso está criando uma forte dissonância cognitiva entre os que estão nessa situação e está criando mais interesse no sistema de adoção.

De acordo com um relatório escrito para o New York Times: “Existe uma sensação de estar envolvido com questões éticas dolorosas que as gerações anteriores não tiveram que enfrentar. Alguns se preocupam com a qualidade de vida que as crianças nascidas hoje terão. Outros têm plena consciência de que ter um filho é uma das ações mais caras que podem ser tomadas em termos ambientais.”

A geração do milênio como a mais influente ou não, duas coisas são certas: ela e a próxima, pós-milenar, não têm escolha a não ser enfrentar as realidades da mudança climática e a necessidade de desenvolvimento sustentável, e graças à internet e às mídias sociais, essas gerações têm a capacidade de conectar e mobilizar em massa.

 

Edição: Jéssica Borges

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *