Índices de fome e pobreza assustam a Europa

Diante do crescimento nos indicadores de fome e pobreza  que assolam novas medidas e ações estão sendo viabilizadas e podem ser exemplos para o Brasil

 

Reproduzido; Banco de imagem; Pixabay

Considerada um dos maiores polos econômicos do mundo, a Europa se mantém com sua fama de riqueza e prosperidade. Contudo, apesar de sua visibilidade ela não conseguiu extinguir suas desigualdades sociais potencializadas com a imigração das populações em guerras civis que circula na região.

Com preocupação com a alimentação, no dia 16 de maio deste ano foi realizada a 31ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) em Moscovo. Nesse evento, foi debatido como criar formas alimentares que sejam sustentáveis e acessíveis para promover ações saudáveis para a população. Mantendo atitudes que preservem o meio ambiente principalmente nas áreas de florestas.

Foi colocando em contraposição com as áreas não frutificas  a necessidade de vencer a pobreza que assola certas regiões rurais, que se encontram principalmente na Europa oriental.  9.7 milhões de habitantes na Europa passam fome ou possuem familiares que estão nessa situação, em contraste com o período de 2014 e 2016 em que apenas 7,5 milhões apareciam nesse quadro, como publicado pela Agencia Edição Brasil (EFE).

Como iniciativa para esses dados, a Europa vem investindo na indústria agrícola. As produções estão sendo viabilizadas com tecnologias que maximizam as produções e colaboram com a preservação do meio ambiente. Para isso, foi investido cerca de 70 milhões de euros, como anunciado pela FAO.

Esse auxílio vem num período em que a Europa ainda sente os efeitos da crise econômica que afetou todo o mundo, e nos déficits no mercado internacional que consequentemente afetam os níveis crescentes de desemprego e  algo que  vem sendo denunciado a situação da sociedade pelo Centro regional de informação das nações unidas. Por isso, com os olhos voltando à agricultura a Europa se voltou como forma de extinguir as consequências e efeitos dessa situação, como a fome e a pobreza. Entre as ações, foi instigado que os países investissem no modo de subsistência nativas executavam nessas regiões.

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Essas ações podem ser levadas como exemplo para o Brasil, pois mesmo com toda a diversidade alimentar, a população ainda precisa saber lidar com o tesouro que  é a alimentação saudável.

A Doutora e Pesquisadora em nutrição Estelamaris Monego, ressaltou pontos interessantes sobre  a atual situação alimentar da Europa Oriental. “É um direito de todos os acessos a uma alimentação saudável” para Estelamaris, a prioridade dada a alimentos industrializados faz com que a alimentação saudável seja colocada em segundo plano.  Os brasileiros tem uma riqueza frutos do cerrado, porem sem aproveitamento junto a população.

Nas palavras de Estelamaris percebe-se o grande privilégio do Brasil em relação a diversidade alimentar, hoje tem vários frutos do cerrado basta sabermos consumir e a forma como desperdiçamos esse bem que é escasso em muitos países. Talvez a Europa nos mostre como são importantes a criação e a manutenção de ações de combate às desigualdades, o principal fator de fome e miséria em um país. E que a sociedade entender que as ações devem ser voltadas também ao processo de produção e não apenas serem ações assistencialistas.

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